quarta-feira, 30 de junho de 2010

O NOVO MODELITO DA MULHER MARAVILHA

Uma nova fase se inicia para heroína, que há 69 anos usava a mesma indumentária. É a primeira vez que a roupa da heroína sofre uma mudança tão drástica. Mas algumas coisas se mantiveram, como as cores tradicionais – vermelho, azul e amarelo. De resto, a coisa toda está bem diferente. Sobre os ombros antes nus, agora entra uma jaquetinha azul. Os braceletes também mudaram o formato e agora têm uma espécie de luva por baixo que deixa aparecer os dedos. A heroína também passa a usar uma calça colante azul. A tiara e o laço continuam lá e também há uma gargantinha nova.
Para a Mulher Maravilha esta é uma mudança e tanto e vem se ajustar a essa nova fase que é mais urbana e menos ligada às divindades
Nesta nova linha, os deuses, vários anos atrás, removeram a proteção da Ilha Paraíso (lar das amazonas) e a deixaram vulnerável a ataques. E ela foi mesmo atacada. Surge um exército liderado por uma figura sombria que destrói tudo e faz com que Hipólita (mãe de Mulher Maravilha) tenha de entregar sua filha de três anos de idade para uma guardiã”.  Assim, a jovem Diana (nome da heroína) é levada embora e cresce na cidade, se transformando numa mulher urbana.
Com tudo isso, há uma nova origem para a heroína e fará com que ela fique mais rápida, elegante, esperta. É a Mulher Maravilha do século 21.

Fonte: O Capacitor (Edu Almeida - 30/06/2010)

terça-feira, 29 de junho de 2010

MODELAGEM JEANS: TÉCNICA E EXPERIMENTAÇÕES

No desenvolvimento de produto, especificamente no jeanswear,  não basta somente planejar ítens de detalhes de moda. A atenção aos recortes, pregas e pences é de fundamental importância. Seja para criar uma nova peça, seja para propor novas fisionomias e "experiências" ao consumidor. Nesse caso, a sala de modelagem deve ser um verdadeiro laboratório de experimentações.
Assim, as coleções de jeanswear são invadidas por uma verdadeira competição onde vence a construção mais complexa, com os recortes mais engenhosos - uma verdadeira febre de exibicionismo, sem falsa  modéstia.
A idéia é oferecer a chance de transformar looks do dia-a-dia em produções incomuns - verdadeiras extravagâncias - lançando mão das mais diversas técnicas de modelagem, inclusive, a de moulage.
Na lista desses "exageros", a marca Salsa aposta em recortes pontiagudos em denim de tonalidades diferentes, ganchos exageradamente baixos, joelheiras, bolsos frontais montados a partir de recortes e construções no entrepernas, entre outros detalhes.
Outras marcas, também, têm enveredado para esse caminho, como as pregas laterais (Milk Roses), recortes arredondados (Core e Henleys), pences criando volumes e curvas no shape das peças (Jack Jones, Henleys e Timezone). Além de bolsos compostos a partir de construções inéditas ( Yell e Busurbanwear).
Para estilistas e modelistas,  que não se contentam com pouco, a temporada é de abundância.
Portanto, mãos à obra, a ordem é experimentar e criar modelagens sem medo, ostentando criatividade e, principalmente, muita técnica  nas construções.

Fonte: Guia Jeans

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SHE'S NOT ME!

Como pensador de moda, sei que ela é cíclica. De tempos em tempos, faz com que as pessoas experimentem as mesmas emoções, de décadas passadas, sob nova ótica, em leituras diferentes. Pois bem, dito isso, estou esfuziante e aplaudindo a capacidade de se metamorfosiar de Lady Gaga ao injetar mais ânimo no mundo pop e por conseguinte "dar uma sacudida" no do fashion, que andava meio "apagadinho", nesses últimos anos. Beyoncé bem que tentou com sua pin-up, em "why don't you love me", mas estão na mesma época, e, conforme a lei da física, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, ao mesmo tempo. Dessa forma, uma sempre se sobrepõe à outra. E ela (Lady Gaga), como ninguém, sabe como fazê-lo.  Haja vista, que tem proporcionado às novas gerações o deslumbramento que Madonna, nos causou à época de seu surgimento.
Ao mesmo tempo, peço desculpas aos seus fãs, mas a comparação com Madonna é inevitável, e a cópia desta por aquela é visível. Às vezes, até grotesca. O que acontece: admiração, fixação ou a mais pura falta de criatividade?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

LADY GAGA E ARMANI

Lady Gaga, como sabemos, é celebrada no mundo inteiro. Na moda inclusive. Destaque  no último desfile da Emporio Armani, na Semana de Moda de Milão, com referências ao seu último clip "Alejandro", a  marca explorou a ambientação, o figurino e a música.

sábado, 19 de junho de 2010

OS MODELOS DE JEANS MAIS FEIOS DA HISTÓRIA

O site Refinary 29 selecionou uma lista especial. Nela, os 10 piores modelos de Jeans da história. São modelos cintura-alta, saruel, cintura-muito-baixa com biquíni, rendada, pescador e até uma peça masculina que deixa o bumbum de fora.
Engana-se quem pensa que apenas marcas alternativas estariam na lista, que conta com nomes de peso como Yohji Yamamoto e a dupla Dolce e Gabbana. Outra grife que marcou presença na lista foi a nova queridinha das celebridades, a Siwy.
Isso porque não deram uma passeada pelo último SPFW Verão 2011 ou umas voltas pelas ruas do bairro do Brás, em São Paulo. Se o fizessem, a lista ficaria infindável.
Bem brincadeiras (sérias, diga-se de passagem!) à parte, confira a seleção do site abaixo:
Foto 1 – Cintura-altíssima da Cheap Monday
Foto 2 – Cintura com elástico na Chic Women’s
Foto 3 – Modelo streetwear com estampa em chamas da Coogi
Foto 4 – Mistura esquisita de Denim e xadrez da Dolce e Gabbana
Foto 5 – Bumbum de fora nessa peça usada em um editorial da Hustler
Foto 6 – Mistura de saruel, skinny e pescador da Kor Kor
Foto 7 – Rollover waistband harem, peça engorda-qualquer-um
Foto 8 – Mix de Black Denim e renda da Siwy
Foto 9 – Proposta de Jeans + biquíni de marca desconhecida
Foto 10 – Modelo boyfriend de Yohji Yamamoto

Foto 1


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Fonte: Guia Jeans

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LAVAÇÕES: A VERDADEIRA IDENTIDADE DO JEANS

A lavação é um dos principais processos de beneficiamento pelo qual passa o jeans durante a produção.
A lavanderia industrial surgiu na década de setenta, pela customização do jeans pelos hippies, da necessidade de atender aos desejos do consumidor, tanto na diferenciação, quanto no conforto. Nessa época, as lavagens consistiam, somente,  no stone wash, amaciamento e tingimento.
A  verdadeira revolução, nas lavações, se deu a partir dos anos noventa com a introdução de novas tecnologias, com equipamentos a laser, prensa e estufas, para ficarem  de vez no segmento jeanswear.
Na lavanderia, as peças de denim recebem os mais variados efeitos, de acordo com o tipo de lavação, ao qual são submetidas. Desde as mais simples, só para o amaciamento, até as mais elaboradas que conferem diferentes aspectos estéticos ao jeans. Esse tipo de beneficiamento é hoje essencial na indústria da moda.
O vídeo, a seguir, ilustra alguns processos de obtenção de efeitos no denim.

OS CORANTES NATURAIS NA PASSARELA VERÃO 2011

A despeito do post anterior, veja o desfile da OSKLEN Verão 2011, no último SPFW, que utilizou o corante índigo, de forma natural e artesanal, resultando em peças, cujo tingimento é de extremo bom gosto. Do azul mais suave, pálido, quase esmaecido,  ao marinho, mais denso, forte, profundo.
É a natureza, literalmente,  dando o tom da próxima estação!

terça-feira, 15 de junho de 2010

ÍNDIGO NATURAL - O AZUL DE ORIGEM VEGETAL

Matéria-prima: O extrato natural de Índigo pode ser obtido a partir da fermentação das folhas de várias espécies de anileiras como por exemplo as do gênero Indigofera ssp., exemplares perenes nativos e/ou cultivados.
Nomes Botânicos: Indigofera spp. (família: Leguminosae). Espécies conhecidas: Indigofera tinctoria L.; Indigofera anil L.; Indigofera arecta Hochst.; Indigofera suffruticosa Mill.; Indigofera spicata Forssk.; Indigofera argentea Burm. f.; Indigofera guatemalensis Moc. & Sessé; Indigofera truxillensis H.B.K. , Fabáceas.
Sinônimos: Do sanscrito nili, do arabe an-nil, no Brasil anileira e do espanhol añil, de onde deriva o nome “anilina”. Anil, anil-de-pasto, anil-dos-tintureiros, anileira, cáa-abi, cáa-chica, guajaná-timbé, anileiro, indigoteiro, indigueiro, anilão, anil-assu, timbó-mirim, arruda-brava e amendoim-bravo.
Distribuição e ocorrência: O gênero Indigofera spp. compreende mais de 200 espécies e variedades nativas e cultivadas, amplamente distribuídas nos continentes Africano, sul da Ásia, América tropical, Europa e Austrália.
No Brasil é encontrado em diversas plantas do gênero Indigofera sp da Família das Fabáceas, Leguminosas; outras do gênero Solanum sp da Família das Solanáceas - anilão (Solanum indigoferum), e do gênero Eupatorium sp. – anil-assu (Eupatorium laeve DC.) da Família das Asteráceas. Dessas plantas se extrai um corante vegetal de coloração azul, do grupo cromógeno dos indigóides, que é obtido a partir da fermentação de suas folhas.
O pigmento principal, Índigo, obtido destas espécies é idêntico àquele do pastel (woad - Isatis tinctoria) utilizado pelos antigos Bretões na Inglaterra.
Forma comercializada internacionalmente: Blocos como pequenas pedras de giz ou como um extrato em pó de coloração azul escuro intenso.
A substancia cromática do Índigo não é encontrada na planta viva, e só é obtida após a fermentação das folhas frescas em água, e por oxidação complexa-se e precipita como pigmento azul Índigo, insolúvel.

História


O Índigo é um dos mais antigos corantes azuis utilizado pelo homem em têxteis. Sua história remonta a noite dos tempos e começa na Índia, que recebe o credito de ser o centro mais antigo a utilizar o anil no velho mundo. Em manuscritos “Atharvaveda”, escrituras Bramane de 4 mil anos A.C. e no texto Samyutta Nikaya de 3 mil anos A.C., encontra-se menção ao Índigo como tintura.

Muitos países asiáticos, tais como Índia, China, e Japão, usaram o anil como tintura por séculos. A tintura foi conhecida também pelas civilizações antigas na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia, em Roma, na Grã-Bretanha, na América Central, nos Andes em especial no Peru, no Irã, e na África.No antigo Egito era conhecido a utilização de diferentes tons de azul oriundos de plantas, eram utilizados como tintura e como pigmento insolúvel na pintura de murais, e como pasta na bandagem das múmias.
A associação de Índia com anil é percebida na palavra grega para “tintura”, que era indikon (indicum). Os romanos usaram o indicum do termo, que passou no dialeto italiano, e eventualmente no inglês, em que a palavra para anil é índigo.
Na Mesopotâmia, uma tabuleta cuneiforme neo-babilônica do século VII A.C. mostrava uma receita para tingir lãs, onde a lã era colorida lápis-lazúli (uqnatu) através da imersão repetida do pano em um banho de tingimento.

No período Greco-romano também encontramos registros da utilização do Índigo como pigmento na pintura. Marco Polo descreve no século XIII, a partir de registros de viagens pela Índia e África, processos de obtenção deste pigmento a partir das folhas desta planta. Os romanos usaram o anil como um pigmento para a pintura de afrescos e para finalidades medicinais e cosméticas. Era um artigo de luxo importado pelo Mediterrâneo, trazido da Índia por comerciantes árabes. Ele permaneceu como um produto raro na Europa durante toda a idade média. O pastel, uma tintura quimicamente idêntica derivada da planta (Isatis tinctoria - Brassicaceae), era usada preferencialmente.
No final do século XV, o explorador português Vasco da Gama descobriu uma rota marítima para as Índias. Isto levou a estabelecer o comércio direto com Índia, a China, e o Japão. Conseqüentemente, a importação e o uso do anil na Europa aumentaram significativamente. Muito anil utilizado na Europa proveniente da Ásia chegou através dos portos de Portugal, dos Países Baixos e Inglaterra. Já a Espanha importava a tintura de suas colônias nas Américas Central e do Sul.

Durante o período colonial o índigo era um produto produzido tradicionalmente na Índia e na América Central, depois transferido para São Domingos, Luisiana e Guiana pelos franceses, e Jamaica e Carolina do Sul pelos ingleses. Muitas plantações do anil foram estabelecidas pelo poder europeu em climas tropicais; era a colheita principal na Jamaica e Carolina do Sul, com todo o trabalho executado por escravos africanos. As plantações do anil prosperaram também nas Ilhas Virgens. No ano de 1773, a Carolina do Sul, exportou 600 mil quilos do corante para a Europa.
O anil era usado tradicionalmente na África ocidental. Chegando ao seu apogeu no norte da África entre os “Homens Azuis”, tribos nômades do deserto do Saara a República dos Camarões, os tuaregs utilizam o corante para tingimento de seus trajes e turbantes, de um intenso azul-índigo.

As mulheres tingiam pano na maior parte dos locais, como os Iorubás da Nigéria e o povo de Mali particularmente conhecido pelo seu conhecimento da tintura de anil. Entre os Hauçás a tintura era a base da riqueza da cidade antiga de Kano.
No Japão, o anil tornou-se especialmente importante no período Edo em que se proibiu usar a seda, assim os japoneses começaram a importar e plantar o algodão. Era difícil tingir a fibra do algodão exceto com o anil. Muitos anos mais tarde o uso do anil passa a ser muito apreciado como cor para o Quimono de verão Yukata, porque o mar azul e a natureza são recordados nesta roupa tradicional.

No Brasil a planta presente em todo o território, era bem conhecida entre os índios por seu uso tintorial, nunca havia sido cultivada por eles. Curiosamente esta informação não chegou aos colonizadores, uma vez que, em 1689, o governador da Bahia pediu remessas de sementes do índigo da Índia. Segundo registros da Companhia Geral do Comercio do Grão-Pará e do Maranhão, fundada em 1756, eram enviados para a Europa o pau-brasil, sangre-de-drago, o anil e outros corantes para as tinturarias da época.
A planta foi domesticada sob o patrocínio da Academia Científica do Rio de Janeiro, as técnicas de beneficiamento foram ensinadas, e a sua comercialização foi promovida pelo vice-rei. Até 1779 as exportações brasileiras de anil satisfizeram o mercado português.

Durante os anos 1800 a 1900, a Índia aumentou significativamente a produção de Índigo natural, chegando a exportar para a Inglaterra durante o ano de 1896/97, o total de 19 mil toneladas deste matéria cromática.
Em 1865 o químico alemão Johann Friedrich Wilhelm Adolf von Baeyer iniciou trabalhos com o anil. Seu trabalho culminou na primeira síntese química do anil em 1880 a partir do nitrobenzeno aldeído e a acetona em adição a hidróxido sódio diluído. Sua estrutura química foi anunciada três anos mais tarde. A BASF (Badische Aniline Soda Fabrik) desenvolveu o processo de síntese comercial de produção e introduziu no mercado o primeiro Índigo sintético no ano de 1905; e já em 1913 o Índigo natural havia sido substituído quase inteiramente pelo Índigo sintético.
Com a vinda do substituto sintético, a demanda para o anil natural caiu substancialmente, e para muitos fazendeiros de anil a plantação tornou-se economicamente inviável.
A falência social no sul da Índia resultante da interrupção sem aviso prévio do fornecimento deste corante ao mercado Europeu, gerou um impacto social de proporções catastróficas, a ponto de Mahatma Gandhi atravessar o país em viagem de trem para avaliar o caos resultante. E esta viagem determina uma das bandeiras levantadas por Gandhi pela independência da Índia. Na literatura, o drama Nildarpan (o espelho azul) escrito por Dinabandhu Mitra é baseado na escravidão vivida pelos indianos do sul onde o cultivo do anil e sua produção era a base da economia nesta região da Índia.Este trabalho é comparado freqüentemente ao livro sobre a escravidão no mundo e nos Estados Unidos (do inglês Uncle toms cabin).

Fontes e Demanda mundial


Graças a Marco Pólo o Índigo indiano (I. tinctoria) tornou-se disponível em Europa desde o século XIII, mas encontrou oposição principal dos produtores de pastel (woad, Isatis tinctoria) da Inglaterra, da França e da Alemanha até o século XVI. Mais tarde, o Índigo conseguiu o domínio sobre o pastel devido à dois fatores muito importantes: seu alto teor corante de custo mais baixo, e pela abertura da rota marítima à Índia e, finalmente pelo desenvolvimento das plantações e sua produção em alta escala nas Américas. Antes da industrialização do Índigo sintético no final do século XIX, o Índigo natural era provavelmente o corante natural mais usado pela indústria têxtil e tinha importância particular para as industrias de lãs.
Entretanto, com a síntese industrial o mercado para o produto natural caiu a 4% no ano de 1914. O que gerou problemas sociais graves para a Índia, a registros de que a área cultivada e a produção anual do corante na década de 1890 eram ao redor 0.6 milhão ha. e 3.000 toneladas, respectivamente, comparada às que figuravam nos anos 1950 eram 4.000 ha. cultivados e uma produção de 50 toneladas de Índigo.
Hoje, o Índigo ainda é cultivado na Índia, em El Salvador e Guatemala em partes do sudoeste da Ásia e noroeste da África. É empregado localmente no ofício de tingimento e técnicas artesanais (produção do batik, tie-dye, shibori, etc..) como também ainda há um pequeno comércio para exportação.
Uma retomada recente ao interesse por Índigo natural foi observada na Europa ocidental e no mercado norte-americano para uso em tecidos de denim como tendência sócio-ambiental do mercado de moda. Ainda que, entretanto, isto não resultou em nenhuma ascensão subida no comércio internacional do corante, por exemplo, as exportações de Índia entre os anos 1988-93 apresentaram uma flutuação entre 2 e 20 toneladas, sem indicar um aumento constante e gradativo.
Houve relatos também, do desenvolvimento nos EUA de um método bio-tecnológico para a produção do "Índigo natural" por meio de bactérias, mas seu impacto no mercado ainda não pode ser avaliado.
Em 2005, 19.000 toneladas de anil sintético foram produzidas em todo mundo. Logo, quase todo o anil produzido hoje é sintético. Entre outros usos tornou-se famoso por dar a cor às calças "Blue Jeans".

Índigo Natural e Sustentabilidade

Com o desenvolvimento do mercado de têxteis sustentáveis como o algodão orgânico e das novas fibras com forte apelo ambiental (viscose de Bambu, Tencel®, fibra de cana de açúcar, de abacaxi e Kurawá), assim como o crescente interesse pelo mercado consumidor por produtos socialmente responsáveis, a procura de cores oriundos de fontes renováveis estabelece, no mercado da moda, uma nova forma de pensar a cor.
Onde a origem sustentável e renovável das cores, venha a ser um novo caminho a ser trilhado, aqui o Índigo Natural, sem dúvida, representa uma nova bandeira a ser hasteada, onde a síntese química a partir de derivados do petróleo dá lugar ao cultivo de plantas pela agricultura familiar e estes agricultores organizados passam a ser fornecedores do pigmento azul natural, estabelecendo uma nova cadeia de suprimentos e de origem das cores.
Com esta substituição automaticamente resultará uma significativa redução do impacto ambiental nos efluentes industriais, ao considerarmos que o Índigo de origem vegetal é facilmente biodegradável e estabelece uma drástica redução no uso de químicos nocivos empregados nos processos convencionais no tingimento com índigo sintético.
À medida que o mercado de moda venha a ter conhecimento e consciência do conjunto de benefícios que esta substituição pode imprimir ao setor têxtil, com certeza mais e mais empresas passem a buscar este diferencial.

Fonte: Etno Botânica Pesquisa e Inovação Tecnológica Ltda (Eder Lopes Ferreira)


sexta-feira, 11 de junho de 2010

TECIDO ANTIODOR E JEANS PARA GUARDAR NO FREEZER


Foto Divulgação

Rio - Em breve os cariocas vão poder sair com uma camisa à prova de mau cheiro e calça jeans que dispensa lavagem: basta colocá-la no congelador para mantê-la livre de bactérias. Duas empresas integrantes do polo têxtil de São Cristóvão já estão produzindo peças utilizando tecidos bactericidas, antiodor e com bloqueio contra raios ultravioleta, como noticiou o ‘Informe do DIA’ na sexta-feira. O brim high tech chega ao mercado em agosto.
A presença de fios com íons de prata na composição das peças é o segredo para evitar a presença de bactérias, principais responsáveis pelo odor nas roupas. Fios com fator de proteção ultravioleta também fazem parte do processo de elaboração dos tecidos. Apesar da evolução, a produção de camisas no Rio ainda deve demorar um pouco, já que o foco inicial dos fabricantes está na moda praia e maiôs para ginástica.
“É uma das principais novidades no mundo da moda. An-tes, essas composições só eram usadas em roupas usadas por funcionários da área médica”, revela a dona da empresa Tristar, Jandira Barone, que já usa a técnica inovadora antiodor.
Em São Paulo, as marcas Kailash e Solo vendem camisas com os tecidos tecnológicos. Elas custam entre R$ 60 e R$ 200. “Comprei uma das mais baratas e não me arrependi. Por acidente, já esqueci o desodorante e não enfrentei qualquer problema”, confessa o auxiliar de escritório Alexandre Couto, 28 anos. Os tecidos resistem até 150 lavagens sem perder a proteção.
No Rio, ainda não há previsão de quando os produtos chegarão às lojas. Mas algumas grifes famosas de moda praia já fizeram encomendas. “Participei do Rio à Porter (salão de negócios de moda e design) e recebi inúmeros pedidos. Já estamos no processo de produção”, conta a empresária Evanize de Silveira, da marca Gaúcha.
Outra novidade é a calça jeans que dispensa lavagem e deve ser conservada em freezer para matar possíveis bactérias. O produto é 100% algodão, não passa por lavagens industriais e não fica com odor. Além disso, as fibras do tecido são mais próximas umas das outras, o que diminui a aderência da sujeira. O jeans foi exposto em janeiro e grandes grifes fizeram encomendas. “Trouxe a ideia de Berlim. Fiquei 8 meses testando o produto sem lavar. O jeans mais conservado acaba aderindo ao corpo e fica mais confortável”, diz Jandira.
Fonte: odia.terra.com.br (08/06/2010)

terça-feira, 1 de junho de 2010

VENDA DE JEANS DISPARA E INJETA ÂNIMO NA INDÚSTRIA


SÃO PAULO - As três maiores fabricantes de denim (matéria-prima dos jeans) do País — Tavex, Vicunha e Cedro — vivem um momento de demanda superaquecida. Com faturamento de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões) no ano passado e previsão de crescer 7% este ano, este segmento é responsável por 10% do giro total do setor têxtil no País.
A população compra anualmente 250 milhões de calças jeans, feitas com o denim brasileiro. O País produz 300 milhões de metros desse artigo por ano.
Segundo a empresa espanhola Tavex, líder dentro do segmento de denim diferenciado, os pedidos superaram a capacidade de produção da empresa nos primeiros meses do ano. “Não acredito que essa velocidade de consumo se mantenha, pois o País não tem infraestrutura para atender uma forte demanda crescente”, afirma a gerente de Marketing da Tavex para a América do Sul, Maria José Orione.
A Vicunha Têxtil, líder na produção de índigo e brim na América Latina, teve crescimento de 10% da receita. “As operações da Vicunha focadas na nova estratégia de negócios, com produção de índigos e brins, ajudaram a render à empresa a lucratividade apontada no período. Continuaremos apostando no bom resultado do mercado interno e nos novos investimentos previstos para 2010”, afirma o diretor financeiro da Vicunha Têxtil, José Maurício D’Isep. A Cedro, a maior empresa têxtil de Minas Gerais, que produz denim, brim e tela, também constatou forte aquecimento do mercado no primeiro trimestre. “A Cedro registrou um crescimento de 20% nas vendas”, afirma o presidente da empresa, Aguinaldo Diniz Filho.

Fonte: DCI 31/05/2010 (Rita Gallo)