sexta-feira, 23 de julho de 2010

VINTAGE: A NOVA LINGUAGEM DA MODA JEANS

O estilo vintage no Jeans, com aspecto envelhecido, surrado, rasgado...preferência, entre 10 de 10 consumidores, agora se confirma como uma das promessas do mercado, para as próximas temporadas.
A falta de tempo, nas grandes cidades, a necessidade de se estar produzido, em questão de segundos, a busca pelo conforto e uma certa nostalgia, no ar – uma vontade de voltar no tempo - do homem moderno, deve ser a causa de tamanho sucesso.
Atentas à necessidade, as grandes marcas exploraram, em suas últimas coleções, essa corrente de consumo, tanto nas lavagens descarregadas, de azuis esmaecidos, quase brancos, parecendo surrado pelo tempo e acinzentados, com toques de desgastados, puídos (nada) discretos, quanto nas aplicações de metais e cristais na peças. Tudo com um grande apelo de moda.
Aposta, que certamente, garantirá vida longa ao estilo e agradará ao consumidor, ainda, por muitas estações.

Fonte: Guia Jeans (Marcela Leone)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

PEÇAS-CHAVES QUE REVOLUCIONARAM O VESTUÁRIO

Gravata
No século 17, croatas que se alistavam no Exército francês usavam lenço no pescoço para se aquecer. O rei Luís XIV então criou um pedaço de tecido com a insígnia real para ser usado pelo regimento à moda croata. A peça caiu no gosto dos europeus.

Sutiã


Em 1913, a socialite americana Mary Phelps Jacob, para usar um vestido transparente, criou um sutiã com dois lenços de seda e algumas fitas de cetim. Em Paris, os grandes estilistas começaram a aderir à novidade. Mary só não ficou milionária porque vendeu a patente por meros 1500 dólares.

Camiseta

Na Primeira Guerra Mundial, soldados americanos notaram que, sob os uniformes, os europeus usavam leves peças de algodão. O que no front era roupa de baixo virou peça de primeira linha nos Estados Unidos. As estampas surgiram nos anos 60, com mensagens publicitárias e palavras de protesto.

Biquíni

O duas peças foi inventado pelo estilista francês Louis Réard. O primeiro biquíni, lançado em 1946, foi considerado imoral. Tanto que só uma dançarina de strip-tease, Micheline Bernardini, topou posar com ele. Somente na década de 60 esse traje de banho invadiria as praias do mundo.

Fonte: Super Interessante

quinta-feira, 15 de julho de 2010

MOLÉCULAS DE CALÇAS JEANS AUMENTAM EFICIÊNCIA DE CÉLULAS SOLARES

Os cientistas desenvolveram um processo para organizar os corantes orgânicos em estruturas porosas que poderão ser a base de células solares mais eficientes e totalmente flexíveis.[Imagem: Dichtel]


Moléculas usadas em corantes de calças jeans e de tintas de canetas são perfeitas para a fabricação de uma estrutura capaz de tornar as células solares mais baratas, mais flexíveis e mais versáteis.
A descoberta, feita por cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, acaba de ser publicada na revista Nature Chemistry.

Estrutura Orgânica Covalente

O processo desenvolvido pela equipe do professor William Dichtel usa moléculas orgânicas usadas como corantes montadas na forma de uma estrutura conhecida como Estrutura Orgânica Covalente, ou COF (Covalent Organic Framework).
Os materiais orgânicos - à base de carbono - há muito são considerados fortes candidatos para a criação de células solares flexíveis e de baixo custo. Mas têm-se revelado muito difícil organizar essas moléculas orgânicas em estruturas bem ordenadas, de forma a maximizar seu desempenho fotoelétrico.
A nova estratégia utiliza um catalisador ácido e moléculas relativamente estáveis, chamadas catecóis, para montar as moléculas orgânicas básicas da célula solar em uma trama bidimensional cuidadosamente ordenada.
Essas folhas são então empilhadas umas sobre as outras, formando uma rede de caminhos por onde as cargas elétricas podem viajar através do material.

Corantes industriais

A reação utilizada é reversível, permitindo que erros no processo sejam corrigidos para fazer um material de alta qualidade. O resultado final é uma estrutura com grande área superficial que mantém sua ordenação molecular precisa e previsível ao longo de grandes áreas.
No coração dessa nova estrutura estão moléculas chamadas ftalocianinas, uma classe de corantes industriais largamente utilizados em produtos como calças jeans e tintas para canetas.
As ftalocianinas são estruturalmente muito parecidas com a clorofila, o composto vegetal que absorve a luz do Sol durante a fotossíntese - o composto natural absorve praticamente todo o espectro solar, uma propriedade muito rara para um único material orgânico.
"Na maioria dos materiais orgânicos usados em eletrônica há uma combinação de designs para fazer com que eles funcionem bem, e há um forte elemento de sorte [em sua estruturação]," explica o Dr. Dichtel. "Nós estamos tentando eliminar esse elemento de sorte o máximo que pudermos."

Células solares orgânicas

A Estrutura Orgânica Covalente (COF) por si só não é uma célula solar ainda.
Agora a estrutura, mais precisamente os poros no interior da rede molecular orgânica, precisam ser preenchidos com outro material orgânico, aí sim, formando uma célula solar orgânica eficiente e fácil de fabricar.
O próximo passo da pesquisa é desenvolver uma técnica para fazer com que esse material adicional preencha adequadamente os poros da estrutura COF.
O novo processo representa um modelo que amplia consideravelmente a forma de utilização dos materiais orgânicos em células solares.
"Nós também esperamos tirar vantagem de sua precisão estrutural para responder questões científicas fundamentais sobre o movimento dos elétrons através dos materiais orgânicos," diz Dichtel.

Bibliografia:
Lewis acid-catalysed formation of two-dimensional phthalocyanine covalent organic frameworks
Eric L. Spitler, William R. Dichtel
Nature Chemistry
20 June 2010
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nchem.695

Fonte: Inovação Tecnológica

E A MODA PEGOU...

Se ela não existisse, passaríamos a vida toda nos vestindo do mesmo jeito. Saiba como a moda mudou para sempre a relação de humanidade com as roupas.

Ilustração: Cris Vector

A primeira agulha de que se tem notícia, feita de osso, surgiu há 20 mil anos. Muito rudimentar, ela só servia para costurar peles, mas há quem diga que sua invenção foi tão importante quanto a da roda e a do fogo. Alguns milênios depois (não se sabe exatamente quando) os artesãos descobriram a tecelagem. Combinando fios, faziam tecidos que, cortados e costurados, serviam para proteger do frio, esconder o corpo dos olhares alheios ou demonstrar poder. Durante a Antiguidade, diversos povos – dos incas aos indianos – desenvolveram seus próprios jeitos de fazer roupas, com panos coloridos ou intrincados bordados.
Séculos atrás, portanto, já existiam técnicas e matérias-primas para fazer roupas adequadas a todos os gostos. Mas ainda faltava alguma coisa. Quando um homem nascia, fosse ele um rei europeu ou um camponês asiático, era possível prever o jeito como ele se vestiria até sua morte. Isso só mudou com o surgimento de uma das mais fundamentais características do mundo contemporâneo: a moda.
A palavra vem do latim modus, que significa “costume” ou “maneira”. Ela começou a ser usada com o sentido que tem hoje por volta do século 15, com o fim do período medieval e o início do Renascimento na Europa. Mas a opção por incrementar o guarda-roupa manteve-se restrita à elite por mais 300 anos, até a Revolução Industrial. Foi a partir daí que a tecnologia e a produção em massa permitiram que os homens comuns pudessem escolher o que vestir – escolha que logo se transformou numa expressão da personalidade. Se o ato de se vestir é muito mais antigo do que a moda, hoje é impossível separar uma coisa da outra.

Tudo se copia

Para saber como a moda e as roupas ficaram ligadas para sempre, é preciso voltar à época em que a primeira nem existia. Até a Idade Média, era comum que pessoas simples, como os camponeses, não tivessem mais que dois trajes: um de domingo, usado para ir ao culto religioso, e outro mais surrado, para o dia-a-dia. As donas-de-casa faziam as vestimentas da família e as roupas eram tão valorizadas que costumavam ser listadas em testamento. Os homens usavam gibões (grandes casacos), enquanto as mulheres se contentavam com vestidos simples, sem armação.
Desde a Antiguidade, vestir-se com luxo e variedade era privilégio da elite. Nas cortes européias, muitas novidades eram introduzidas pelos viajantes que vinham do Oriente. A calça comprida, por exemplo, teria sido inspirada nas calças bufantes dos indianos. Para evitar que um trabalhador comum parecesse um membro da aristocracia, durante muito tempo houve leis que restringiam alguns tecidos e cores a determinadas classes sociais.
Com o declínio da Idade Média na Europa, as cidades começaram a se desenvolver, atraindo pessoas que antes viviam em função dos nobres, no campo. Nos núcleos urbanos, o desenvolvimento do comércio – catapultado pelas grandes navegações – fez surgir uma nova classe social, a burguesia. Eles não eram nobres, mas eram ricos e não tinham nenhuma pretensão de esconder isso. Querendo se diferenciar dos trabalhadores braçais, os burgueses se espelharam na nobreza. E começaram a copiar suas roupas.
Os nobres não gostaram de ser imitados. Para continuar se destacando, exigiram ainda mais criatividade de seus alfaiates. Graças a isso, nos séculos 17 e 18, as roupas ficaram cada vez mais rebuscadas, atingindo seu ápice na corte francesa de Versalhes – cujo maior símbolo de extravagância foi a rainha Maria Antonieta. Fora dos palácios reais, a burguesia tentava acompanhar tudo, obrigando os costureiros da corte a inovar cada vez mais.
Esse jogo de criação e imitação é o mecanismo que até hoje move a moda. A diferença é que, naquela época, uma enorme parcela da população, por razões econômicas, se mantinha excluída dele. A mudança veio com a Revolução Industrial, que começou na Inglaterra da segunda metade do século 18. Um dos primeiros setores fabris a contar com a velocidade das máquinas foi, justamente, o de tecidos. O custo do produto diminuiu drasticamente. Ao mesmo tempo, a industrialização aumentou a disponibilidade de emprego nas cidades: em vez de arar a terra no campo, o jovem podia optar por trabalhar numa fábrica.
Nas cidades, os trabalhadores começaram, devagar, a ser incluídos na ciranda da moda. Andar pela rua bem vestido era fundamental. “Em espaços públicos, os mais ricos exibiam seu poder financeiro e seu bom gosto por meio das roupas, enquanto as pessoas de classe média tentavam mostrar que sabiam qual o estilo de vestimenta apropriado e como utilizá-lo”, diz a socióloga americana Diana Crane, da Universidade da Pensilvânia, autora do livro A Moda e seu Papel Social.
Por volta de 1820, surgiu na Inglaterra e na França a confecção industrial. Pela primeira vez, às centenas, as peças saíam prontas das fábricas, idênticas e baratas. Lojas especializadas em roupas não tardaram a aparecer. “Na década de 1840 surgem os grandes magazines, tornando a moda acessível à pequena e média burguesia”, escreve o filósofo francês Gilles Lipovetsky em O Império do Efêmero.
Na década de 1850, com a invenção de máquinas de costura semelhantes às atuais, os custos de produção das roupas caíram ainda mais, permitindo que até trabalhadores mais humildes pudessem adquirir trajes mais elaborados. As roupas se tornaram, assim, o primeiro item de consumo amplamente acessível da história.

Calças às mulheres


Mas a democratização do vestuário tinha limites. No trabalho, os patrões obrigavam os empregados a usar uniformes, para lembrá-los de que eram subalternos. Em meados do século 19, os trabalhadores tinham que andar “fora de moda”, com macacões e aventais. Segundo Diana Crane, os profissionais mais bem-sucedidos, como contadores e advogados, procuraram um tipo de roupa que os diferenciasse dos operários. “Surgiu então, na Inglaterra, o costume ou terno, com calça social, paletó, colete e gravata”, afirma. O traje inventado pelos ingleses logo se tornou símbolo de elegância na Europa e na América.
Mas, enquanto os homens ricos usavam roupas já pensadas para o mundo do trabalho, suas mulheres ainda seguiam a cartilha do ócio aristocrático. As grã-finas americanas e européias se vestiam conforme as últimas tendências de Paris – a monarquia havia sido derrubada, mas a França ainda era referência em moda. Costureiros franceses faziam vestidos com saias amplas, cheias de babados, aros de arame e aço, anáguas e espartilhos. Esses modelitos não permitiam que as damas se abaixassem, sentassem ou mesmo respirassem direito, mas serviam para mostrar que uma mulher de classe não precisava fazer esforços – pois quem executava os serviços da casa eram as criadas.
Mesmo com o sucesso da confecção industrial, portanto, as mulheres abastadas continuavam usando roupas feitas sob medida. Foi então que surgiu a alta costura, especializada em produzir modelos exclusivos, em contraposição à moda vendida nos magazines. O primeiro costureiro a explorar esse nicho foi o inglês Charles Frederick Worth. Em 1858, em Paris, ele realizou o primeiro desfile de moda de que se tem notícia. Exibiria toda a coleção em um único dia, para poucas felizardas. Na data marcada, surpreendeu as clientes com outra inovação: em vez de cabides, usou mulheres para mostrar suas criações.
A Maison Worth foi um sucesso e deu origem a dezenas de casas nos mesmos princípios. Em lugar do costureiro-artesão, surgia o estilista, profissional respeitado pela genialidade criativa e pelo poder de escolher o que seria tendência. Já nessa época, os modelos da alta costura eram rapidamente copiados e reapareciam em versões mais simples no comércio popular.
Nos magazines e mercados, a maioria das clientes eram mulheres solteiras que trabalhavam fora e queriam se exibir. “Embora tivessem pouco dinheiro, elas competiam com suas colegas de trabalho para copiar a última moda, escolhendo trajes chamativos para fazer seu estilo”, diz Diana Crane. As roupas já eram um meio de expressar status, ambições e sonhos.
Foram essas jovens ousadas que forçaram a modernização do vestuário feminino, exigindo roupas mais simples e funcionais, como as dos homens. Trocaram os vestidos cheios de camadas por saias compridas, camisa social e até gravata. Na virada do século 20, elas já vestiam os primeiros tailleurs com saia – “símbolo da mulher emancipada”.
Mas as inovações no vestuário feminino tinham um limite: as moças não podiam usar calças compridas. Em muitos países, a proibição fazia parte da lei e tinha raízes antigas. Entre os séculos 13 e 14, os homens haviam deixado as saias para usar calças. Isso provocou uma cisão entre os guarda-roupas masculino e feminino. Somente por volta de 1890, com a invenção da bicicleta, as mulheres obtiveram permissão para usar calças – porque era impossível pedalar de saia. Mas, no começo, isso só era permitido no campo, no litoral ou em ginásios. Nunca em ambientes formais.

Pronto para usar

A moda do início do século 20 buscava, acima de tudo, a pompa e o glamour. Mas a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, inaugurou um período de luto e escassez. Foi então que a estilista francesa Gabrielle Chanel decretou o fim do luxo. Para ela, a mulher moderna pedia vestidos justos e simples, calça comprida e malhas de lã. Chanel investiu em detalhes antes restritos aos pobres, como gola e punhos de camareira e macacões de mecânico. Nos anos 20, o protótipo da mulher esguia e dinâmica derrubou o da sedentária entravada em babados e rendas.
Na década seguinte, os estilistas franceses começaram a ter seu império ameaçado. Na mídia, as damas de Paris começaram a perder espaço para as estrelas de Hollywood, nos Estados Unidos. As mulheres queriam se vestir como Greta Garbo e Marlene Dietrich. Com a invasão de Paris pelos nazistas em 1940, durante a Segunda Guerra, muitos modistas fecharam suas maisons ou as levaram para outros países. Enquanto isso, costureiros americanos e britânicos foram tomando o mercado. Como a guerra impôs nova escassez de matérias-primas, as roupas ficaram mais simples, feitas com tecidos como brim ou veludo cotelê.
O mundo só voltaria a se curvar à moda de Paris em 1947, quando o estilista Christian Dior lançou o New Look (“novo visual”): tailleur e saia ampla com cintura fina. Com formas que valorizavam o busto e o quadril, o estilista trouxe de volta a feminilidade e o glamour. Dior produziu um sucesso atrás do outro: vestidos tomara-que-caia, estolas, chapéus, colares de pérolas...
O êxito de Dior abriu as portas de Hollywood para os criadores franceses. Ele vestia Marlene Dietrich e a jovem Brigitte Bardot. Hubert de Givenchy fazia os vestidos de Audrey Hepburn e Grace Kelly. Na década de 50, se associaram a empresas para lançar perfumes, maquiagem, acessórios e lingerie – hoje esse licenciamento é sua principal fonte de renda. As grandes casas de moda abriram também uma segunda linha de roupas, chamada de prêt-à-porter (“pronto para usar”, em francês). Produzidas em séries limitadas, elas não são tão exclusivas como as da alta costura, mas custam até dez vezes menos.
Atualmente, as grandes tendências da alta costura são lançadas nos desfiles de Paris, Londres, Milão e Nova York. Mas como elas se transformam na moda usada nas ruas pelas pessoas comuns? Uma das melhores explicações para isso está no filme O Diabo Veste Prada, lançado em 2006. Miranda (vivida por Meryl Streep), editora de uma revista de moda, percebe o desprezo de uma repórter pelo tema e dispara: “Sabe que cor você está usando? Um azul-cerúleo que Yves Saint-Laurent apresentou pela primeira vez em Paris, foi copiado por estilistas do mundo todo, virou tendência na indústria têxtil e foi parar até nas lojas de comércio popular, que foi onde comprou essa malha sintética barata”. Desde a época em que a burguesia copiava a nobreza, o princípio básico da moda continua o mesmo.

Fonte : Super Interessante (Sara Duarte)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

DESIGNER BRITÂNICA CRIA ROUPA "TECIDA" POR BACTÉRIAS

BioCulture de Suzanne Lee

Suzanne Lee usou as bactérias que causam a fermentação do chá verde para criar tecidos aparentemente “do nada”. A pesquisadora da School of Fashion & Textiles da Central Saint Martins, em Londres, criou a receita do tecido com levedura, um pouco de bactéria e chá verde adocicado.
As fibras do tecido começaram a brotar da mistura de micróbios e propagaram-se. Até que, no final, transformavam-se em finas e úmidas folhas de celulose bacteriana, ideais para serem moldadas no formato de roupas. O experimento e - obra de arte - ganhou o nome de BioCouture.

Material de cultura na banheira no primeiro dia (esq.); folha de celulose retirada da banheira depois de 2 semanas (dir.)

Quando as folhas de celulose secaram, as partes sobrepostas da roupa ficaram grudadas formando as “costuras”. Depois de totalmente seca, a peça ficou com aspecto de papiro e poderia ser branqueada ou tingida com extratos vegetais.
A roupa de bactéria está exposta no Museu de Ciência de Londres e faz parte da mostra Trash Fashion: Designing Out Wast, algo como Moda Trash: Design Feito de Lixo.

Fonte: Revista Galileu

"ECO JEANS" EMITE NOVE VEZES MAIS CO2


Em fevereiro deste ano, a marca carioca de roupas TriStar causou alvoroço na mídia ao trazer para o país um jeans autolimpante. Adeus máquina de lavar, ferro de passar, sabão e litros de água. Olá, refrigerador. É isso mesmo. Se a sua calça sujou, coloque-a no congelador mais próximo, envolvida em um saco plástico. Em 24 horas ela estará limpa.
Segundo a fabricante, não adianta cair numa poça de lama e achar que a história do refrigerador vai resolver, é claro. E não iremos entrar no mérito da sua peça de roupa dividir espaço com o pedaço de bacalhau que sua mãe guardou ontem, muito menos na tecnologia do tecido em si, que obviamente é inovadora.
O que o Verdade Inconveniente investigou é se o jeans cumpre seu rótulo ecológico. Apelidado de ‘Eco Jeans’ pela empresária Jandira Barone, dona da TriStar, a peça tem seus méritos. O algodão usado é orgânico, o tingimento é menos nocivo ao meio ambiente e o amaciante industrial usado na fábrica é biodegradável. “Nosso apelo é totalmente ecológico, todos nós tempos que fazer alguma coisa para ajudar o planeta!” afirmou Jandira. Mas, para saber se “lavar” no congelador é melhor pra natureza, pegamos algumas informações técnicas cedidas gentilmente pela Jandira e usamos o cálculo da Dra. Aglair Celestino, bióloga inventarista da Carbondown, para montar a tabela abaixo:


































Os números mostram que o método de limpeza da calça autolimpante faz o esforço adicional do congelador emitir quase 9 vezes mais CO2 do que a lavagem do velho jeans normal. Nada animador para a TriStar e para o nosso planeta. O ‘Eco jeans’ está à venda em diversas grifes do país e em lojas multimarcas. Cada peça custa, em média, R$ 300 – o mesmo preço de uma calça sem a tecnologia, da mesma marca.

Ilustração: Roberto Morgan e Daniel das Neves
Fonte: Revista Galileu (Felipe Pontes)

terça-feira, 13 de julho de 2010

PÉS CLIMATIZADOS

Calçado térmico: basta acionar um botão para aquecer ou esfriar os pés (foto: Alberto Lima).

Um calçado que proporciona conforto térmico aos pés, mantendo-os aquecidos ou refrigerados, conforme a necessidade. Essa foi a ideia de Vinicius Lopes e Frederico Liboni, estudantes do curso técnico em eletroeletrônica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), na escola Márcio Bagueira Leal, em Franca (SP).
Ativado por pilhas recarregáveis e feito com materiais à prova d’água, o calçado foi planejado para proporcionar bem-estar a uma área do corpo que nem sempre recebe os cuidados necessários. Também como um aliado para os diabéticos, que têm o nível elevado de açúcar no sangue, que prejudica a circulação nos pés, deixando-os frios e inchados, além de diminuir a sensibilidade no local.
O calçado desenvolvido pelos alunos, com orientação de Alberto Lima, pode proporcionar variação entre 29ºC e 35ºC, temperatura considerada confortável.
Para isso, é utilizada uma pastilha de cerâmica que, quando alimentada por uma corrente elétrica, tem uma face aquecida e outra resfriada. A partir da inversão da corrente, as temperaturas também se invertem – fenômeno conhecido como efeito Peltier.

Botão invisível

As três pilhas necessárias para o funcionamento têm durabilidade de até 10 horas e podem ser recarregadas. Para regular a temperatura, basta acionar um botão abaixo da palmilha: “Assim não fica visível, mas também não atrapalha na hora de pisar”, diz Lopes.
Os pés também ficam protegidos nos dias chuvosos, já que os calçados são feitos de neoprene e elastano, materiais impermeáveis.
O projeto foi apresentado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, no início deste ano.
Agora, os estudantes pretendem atrair o interesse de algum empresário para introduzir o produto no mercado: “O calçado pode ser exportado para atletas que praticam esportes na neve e também ser usado por turistas em lugares muito frios ou muito quentes”.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

FASHION WEEKEND PLUS SIZE - FWPS

O cenário de moda plus size mudou. Com o Fashion Weekend Plus Size - FWPS, as confecções de manequins em tamanhos maiores comprovam o seu investimento em alta tecnologia, novas tendências, qualidade dos produtos e a expanção dos seus negócios.

Dois dias de desfile: 23 e 24 de julho

Para esta segunda edição, serão dois dias de desfile. Em 23 de julho, sexta-feira, marcas atacadistas apresentam seus lançamentos de primavera verão aos lojistas. Já no dia 24 de julho, sábado, é a vez dos consumidores finais conferirem os desfiles das marcas de varejo.

Ensaio Sensual

Cinco das modelos "plus size" brasileiras mais requisitadas do mercado posaram juntas para um projeto para lá de sensual. O ensaio, batizado de "Top 5", reúne Andrea Boschim, Bianca Raya, Celina Lulai, Mayara Russi e Simone Fiúza em fotos com pouca roupa, biquíni ou modelitos decotados. A idéia do projeto, segundo a assessoria, é valorizar a mulher como ela é, na contramão da ditadura da magreza que impera no mundo fashion.
“Temos a missão de levar uma imagem de aceitação, mulheres que fogem dos padrões impostos pela sociedade e pela mídia, a imagem de autoaceitação. Podemos ser lindas e sensuais mesmo acima do peso. E o mais importante é temos saúde!”, diz Simone Fiúza idealizadora do projeto.
Foi publicado no site do Globo e do  Virgula, nesta quinta-feira, dia 8, um ensaio sensual de modelos plus size brasileiras. Confiram:
 



Fonte: O Globo/Virgula/FWPS

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ALFAIATARIA PUNK

Um dos destaques do último MILANO MODA UOMO, foi o desfile de Vivienne Westwood, que brincou nas combinações de estampas e superlativou o seu espírito punk nos detalhes e na modelagem.
O despojamento das calças mais curtas contribuiu com o desalinhamento planejado, tirando daí formas de grande estilo, com ganchos mais alongados e boca estreita, shapes que se impõem, cada vez mais, a cada estação. Sem esquecer das formas mais simples, com gancho no lugar e skinies desfiladas, em quase toda coleção.
No que diz respeito às lavagens, a estilista explorou desde o bruto "quase" amaciado até o white denim, dando uma escapadela nos vintages, com seus remendos e repingos multicoloridos e o aspecto brilhante do vinil.
O tye dye com uma leitura diferente apareceu nos coloridos fortes. Destaque para a calça vermelha, efeito maravilhoso, diga-se de passagem.
Por outro lado o paradoxo da excentricidade e contestamento versus refinamento estiveram presentes nos recortes contrastantes, no volume e nas "reservas", cortando propositalmente a silhueta masculina. Sem falar da combinação dos listrados com xadrezes, verdadeiro acinte à alfaiataria tradicional masculina.
Tire suas próprias conclusões com as imagens do desfile, a seguir...
Quer ver mais? Acesse http://www.amejeans.com.br/ e tenha acesso a mais de 500 imagens e desenhos de moda masculina e feminina.




























Fotos: Reprodução