domingo, 27 de fevereiro de 2011

DICAS ÚTEIS PARA UM BOM RESULTADO NA CONFECÇÃO DE SUAS PEÇAS

Foto: Galeria Google

A apresentação e a durabilidade das peças de vestuário, antes da criação e da modelagem, dependem muito da procedência do tecido, de qual forma ele é manuseado e das orientações do fornecedor (seja nacional ou internacional).
Nesse caso, quanto mais exigente for o confeccionista, maior é o grau de qualidade de sua roupa e menor é o índice de defeitos ou retrabalhos, a que ela é exposta. Além de livrá-lo de uma "bela" dor de cabeça, no ponto de venda... 

A seguir, apresentamos algumas orientações:

• Etiquetas de Composição
Ao comprar um tecido, veja a etiqueta de composição e do manuseio do mesmo. É obrigatório, que esteja em seu idioma. E, mesmo, que seja um produto importado, ele deve apresentar a simbologia utilizada no Brasil, e conter, por escrito, a forma de como manuseá-lo.
Exija sempre as etiquetas de composição do tecido, pois são obrigatórias por lei, e são importantes para que, você, confeccionista, informe a seus clientes, as especificações técnicas de seus produtos, como lavagem, alvejamento, passadoria, secagem, etc...

• Densidade de Pontos
Você sabia que a densidade (quantidade) de pontos na costura de uma peça de roupa tem influência direta no rasgamento da mesma? Não pode ter mais, nem menos pontos, do que o necessário, pois a tensão de cada ponto, que tem de suportar, está diretamente ligada ao limite do rasgamento.
Há algumas oficinas, que utilizam densidade de pontos diferentes, em cada máquina. Por exemplo, a máquina de cós com 5 pontos/cm e a fechadeira da pala, com 3 pontos/cm. Isso é defeito. Exija a simetria nas costuras.
Para saber pegue uma régua e meça, verificando quantos pontos são formados em um centímetro. Em média, vão de 4 pontos/cm, para malha e 3 a 3,5 pontos/cm, para tecido plano.
Mas, atenção: Essa quantidade varia de tecido, para tecido e devem ser levadas em consideração, outras variáveis, como elasticidade do tecido, armação, composição, etc...

• Especificações Técnicas
Solicite sempre ao seu fornecedor, as especificações técnicas do tecido, código de cor, nome do fabricante, matérias primas usadas e se possível, dados das linhas de costura para que você saiba o que está comprando e possa comparar duas propostas diferentes.

. Abertura do Tecido na Mesa de Corte
Melhor "perder" um tempo em abrir os rolos de tecidos, verificando a quantidade de defeitos, que aparecem, a cada metro, antes de fazer o enfesto, do que ser surpreendido, com um tecido todo defeituoso, que não oferece boa costurabilidade. 
Mesmo, que a proposta de sua coleção seja "híper destruição", o mais sensato é devolvê-lo ao fornecedor e solicitar um outro, de qualidade superior.
Assim, a tecelagem, em ocasiões futuras, vai revisar o produto, antes de enviar-lo imperfeito, para sua confecção.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

JEANSWEAR: AS TENDÊNCIAS NASCEM AQUI!

Foto: Galeria Google
Os setores de jeanswear e sportswear são, hoje, os lançadores de tendências e comportamentos de moda no mundo.
São os que mais investem em tecnologia de fios, lavações e na criação de tecidos especiais. E ainda adiantam as cartelas de cores para as demais frentes da moda.
Por isso, o WGSN, um dos maiores portais de pesquisa de tendências do mundo, acaba de comprar o Denimhead, site de pesquisas sobre jeanswear e moda casual esportiva. “São mercados que precisam de atualização constante e estão sempre um passo adiantado dos outros por usarem muita tecnologia”, conta Steve Marcov, CEO do WGSN para a Américas, que esteve no Brasil para a São Paulo Fashion Week.
As plataformas do WGSN e do Denimhead não serão integradas. Cada um continua suas atividades separadamente. A assinatura do Denimhead para o Brasil deve custar por ano US$ 9,5 mil e US$ 5 mil para clientes do WGSN.
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Abaixo a entrevista de Marcov concedida à jornalista Angela Klinke, do jornal Valor Econômico, em 07 de fevereiro, último...

O que podemos apontar hoje como tendências do mercado de jeanswear para os próximos anos? E de sportswear?
Steve Marcov: Estão em alta as lavagens ecológicas de denim, que gastam menos água e poluem menos o meio ambiente. Para o universo casual esportivo, os tecidos tecnológicos estão se aprimorando cada vez mais.

Qual a importância das pesquisas sobre essas áreas dentro do escopo do WGSN?
Marcov: Denim é um mercado imenso, principalmente na Itália e Estados Unidos. Além disso, a maioria das marcas tem uma linha de denim. O esporte cada vez mais volta a moda, seja nas formas (e nós temos inúmeros exemplos de passarela, estilos...) além das pessoas quererem cada vez mais roupas legais para práticas dos esportes.

O WGSN já tem uma área específica sobre denim no portal. Por que precisa do Denimhead?
Marcov: Enquanto o WGSN tem uma visão abrangente e análise de todo o espectro de mercados e setores, o Denimhead é um mergulho profundo só no denim. A área que já existia apresenta as tendências dentro do contexto do portal.

Quais as diferenças entre o WGSN e o Denimhead?
Marcov: O Denimhead agrupa e mostra o que está no mercado agora, em oposição à elaboração de um projeto para o futuro. As imagens e ferramentas do Denimhead têm mais utilidade no contexto do WGSN. Temos um apelo forte de vendas para que os clientes assinem os dois.

Qual o tamanho do Denimhead?
Marcov: O portal tem 111 assinantes. Queremos aumentar a base para 500 clientes nos próximos dois anos.

O portal é baseado em Los Angeles. O conteúdo é centrado nos Estados Unidos?
Marcov: É um produto global. No entanto, a equipe que trabalha lá é baseada nos Estados Unidos; há muitos clientes por lá e o mercado de denim americano é gigante. Nós acreditamos que podemos dar uma visão global mais informativa e usar nossa experiência em vendas regionais para aumentar as vendas mais rápido fora dos Estados Unidos temos um interesse particular no Japão e na Itália.

O portal pretende adquirir outros serviços?
Marcov: A aquisição do Denimhead foi a iniciativa mais recente da nossa contínua expansão dentro de áreas de especialização. Essa compra estende nosso domínio nas previsões de tendências globais.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

NOSSA INDÚSTRIA TÊXTIL ESTÁ INDO PARA O BREJO!

Abaixo, transcrevo o texto da consultora de moda, Glória Kalil, sobre sua visão da atual situação da indústria têxtil, no Brasil...

Foto: Galeria do Google
Alô Chics!
Como alguns de vocês sabem, trabalhei por alguns anos numa grande fábrica de tecidos aqui de São Paulo, a Scala D'Oro. Eram os anos 1970 e tínhamos várias tecelagens e estamparias por aqui - e por todo o Brasil. Adorei trabalhar na área e fiquei para sempre ligada a seus problemas. A indústria no Brasil (não só a têxtil, mas todas) era “protegida” por uma legislação que proibia a entrada do produto estrangeiro para que tivesse chance de se desenvolver. Sempre achei essa medida errada, pois não acredito em mercados fechados.
A cadeia têxtil sempre empregou muita gente e foi um susto e um horror quando o governo Collor abriu o país para a importação de uma hora para outra, sem nenhum aviso ou planejamento, e conseguiu com isso que várias fábricas fechassem e fossem devoradas pelo produto estrangeiro.
Por isso, não posso deixar de lamentar profundamente o fechamento de mais uma delas: a Renaux de Brusque, em Santa Catarina, fundada no século 19. Ela era minha fornecedora na época da Fiorucci e tinha um ótimo produto. Pois sucumbiu e está, ela própria, importando tecido da China.
Até quando empresários e governo vão assistir a esse desmanche?
Vamos nos limitar a confeccionar e vender roupas com tecidos importados? É isso que queremos dessa indústria tão antiga e tão empregadora de mão de obra no país?


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TÉCNICA PARA OBTENÇÃO DA FILIGRANA, A PARTIR DA "VIRA" DO BOLSO

Que tal se, ao invés, de gabaritar os desenhos das filigranas, em papel, desenvolvê-las, já na modelagem, na própria “vira” do bolso ?
O resultado é surpreendente, porque além de ser mais prático, supre algumas operações, na oficina, e a qualidade é bem melhor do que o modo anterior.
Veja a seqüência - que são comuns para todos -  de desenvolvimento de três filigranas...O que muda é apenas o desenho e, conseqüentemente, o formato da “vira”...

Filigrana 01



 
Dê a margem de costura, que é de aproximadamente de 1,5 cm...




Construa o desenho...



Marque a altura do desenho



Dobre a boca do bolso



Contorne o desenho da filigrana com a carretilha...



Desvire a parte dobrada e contorne a marcação da carretilha....



Corte o molde com a "vira" dobrada, para dentro...



Abra a parte virada e recorte o desenho...



Marque os piques da boca do bolso...



Marque o fio (de urdume) no molde e corte no tecido...Em seguida dobre o bolso, para fora e faça o contorno da filigrana...




Finalmente dobre a vira para dentro de fixe-a no bolso, com a linha de sua preferência (sugerimos 2 cabos na agulha) contornando o desenho, para formar a filigrana...


Pronto...Agora é só passar e fixar na calça...

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Para ver a sequência dos outros dois, visite o site do Guia Jeanswear...

Filigrana 02



Filigrana 03





sábado, 19 de fevereiro de 2011

MERCADO INTERNO DO JEANS EM ALTA

Na lista dos maiores polos produtores de têxtil e de confecção, do mundo, o Brasil ocupa o quinto lugar. E o segmento jeanswear goza de certo destaque nesse rol.
No entanto, com a sobrevalorização do câmbio, as exportações são ínfimas. A saída dos empresários é voltar a atenção, para o mercado interno...
O que, diga-se de passagem, nunca esteve tão bem! 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MODELAGEM DA CALÇA FLARE OU BOCA DE SINO

Depois do império da sensualidade, ditado pelas calças justas e justicíssimas, nada mais perfeito e esperado do que um estilo mais solto e natural...
É, exatamente, isso que as prospecções de moda apontam e apostam para as próximas temporadas...o retorno da calça flare ou boca de sino.
Que tal aprender a traçar o molde desse modelo? No vídeo, a seguir, veremos como obtê-lo, a partir do molde básico da calça jeans...
Mãos à obra!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CALÇA JEGGING MASCULINA

Sabe a calça boyfriend - a história da garota, estilosa, que veste a calça do namorado...e com isso, fica confortável dentro dela -?...Isso é passado!
Agora, a história é outra, quem resolveu usar a calça da namorada é ele... Resultado, surgiu a calça ex-girlfriend...
Uma peça lançada pela Levi's: skinny, com elastano, justíssima...bem agarrada às pernas...
A peça é feita dentro de um programa eco-consciente da marca, que reduz o uso de água...
O preço gira em torno de R$ 115,00 e só pode ser adquirida pelo site da marca...Confira aqui.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PRÊMIO IDEA/BRASIL 2011: INCENTIVO AO DESIGN BRASILEIRO

A ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção), está promovendo o concurso Idea Brasil - o melhor do design brasileiro, que visa incentivar e fomentar o setor têxtil do Brasil...
Mais informação clique aqui

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O HOMEM DIVERTIDO DE DOLCE & GABANNA

Para aqueles, que são ousados e o importante é chamar a atenção, a marca Dolce&Gabanna, trouxe para o Inverno 2012, uma coleção divertida, baseada na brincadeira das cores e nas misturas de padrões e estampas de listrado e xadrezes. Além do jogo de sobreposições.
Nas modelagens das calças, os ganchos são bem alongados e as pernas,  a partir do joelho bem estreitas...
Há um toque de alfaiataria "divertida" nos casacos, que ora são longos, ora bem curtos. Às vezes, quase um spencer...
Para arrematar, coletes com pelo e jaquetas de nylon com camisa e gravata...
Vejam algumas imagens ou assista a todo o desfile aqui...











segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O METRODANDISSEXUAL DO INVERNO 2012

Vivienne Westwood, não se contenta com pouco....Sua moda é superlativa e imprevisível!... Diferente do último desfile Verão 2012, em que trouxe à  passarela um tipo de Alfaiataria Punk, agora ela inova criando muitos homens num só, uma espécie de metrodandissexual - uma mistura de metrossexual com um dândi da nova era - elevado à mútiplas potências, quase uma caricatura...
O homem proposto pela estilista, para o Inverno 2012 (nosso 2013), não tem medo de ser abusado em seu make...Ele tem o penteado, à moda feminina, ondulado,  dos anos 20, a pele perfeita e os lábios, absurdamente, vermelhos...
Quanto aos shapes, o domínio ficou por conta das calças largas, semi-baggy, quase clochard...Embora, não tenham sido descartadas de seu mix de produtos, as já "manjadas" skinnies...
Vejam algumas imagens...Ou clique aqui para ver todo o desfile...






quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SPFW INVERNO 2011: O DISCURSO VAZIO DA CAVALLERA

A marca Cavallera, que encerrou o SPFW, "tentou" passar em seu desfile, a idéia de um ufanismo, que há muito não existe...
Bem "tentou", porque não bastou apenas usar alguns ícones e cores nacionalistas, que a remeteção ao tema, se fez de forma plena e direta...
O seu discurso foi vazio, na medida em que o pseudonovo apresentado, tem cara de requentado, sem surpresas, nem inovação...
As peças, ainda que, bem cortadas, em lavações comuns, já estão pelas vitrines dos grandes centros atacadistas, há um bom tempo...
A julgar pelo tema "Nova República, “que proclama o contato humano, celebra o coletivo, reclama o beijo, protesta contra o solitário espetáculo do mundo da fama, instigando o imaginário desse desejo esquecido”...que foi um apanhado de nada com coisa alguma, não poderia resultar noutra coisa, senão...VAZIO.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

SPFW INVERNO 2011: A MULHER PERUA DE ANDRÉ LIMA

André Lima é um capítulo à parte, no rol dos estilistas, que se apresentam no SPFW...Assim, como uns poucos, ele não abre mão de seu estilo. A cada edição apresenta sua leitura própria de moda...
Se está fora de contexto, ou não, melhor assistir e chegar às suas próprias conclusões....As imagens falarão por si!

 

SPFW INVERNO 2011: O PARADOXO DE FERNANDA YAMAMOTO

Fernanda Yamamoto construiu sua coleção, tendo as formas circulares, como ponto de partida.
Tais formas supõe continuidade, nos dão a idéia de que nada tem começo, nem fim... No entanto, as peças, em sua maioria, eram sempre interrompidas, por algum detalhe, ou um recorte, ou outro tecido, como que se os opostos mantivessem, em todo momento, um diálogo interminável...Uma maneira de afirmar, e ao mesmo tempo negar o que fora afirmado...
As estampas foram um capítulo à parte, ora abstratas, ora respingadas...muito legais...que se perderam nesse paradoxo infinito de toda a coleção, numa modelagem ruim...e numa péssima coordenação dos looks...o que a tornou enfadonha...
Indefinição...essa é a palavra, para descrever o que mostrou a estilista.

 

SPFW INVERNO 2011: O HOMEM APOCALÍPTICO DE ALEXANDRE HERCHCOVITCH

Mesmo vivendo num mundo de terrores, medo e violência, prestes a se acabar, o homem de Alexandre Herchcovitch usa peças de volumes na proporção correta...Básicas...Cores chamativas, equilibradas pelas mais sóbrias...em tecidos tecnológicos, que protejam sua vida...
Boa sacada no uso dos xadrezes nos recortes dos casacos...
Bom, muito bom!

SPFW INVERNO 2011: A TEATRALIDADE DE JOÃO PIMENTA

Roupa bonita de ver, que causam grande efeito na passarela...Mas, difícil de usar...
Não sei se o homem brasileiro está preparado, para essa "revolução" de costumes...
Nem todos tem a coragem e a ousadia de Flávio de Carvalho, que em pleno ano de 1956, passeara de saia, pelo centro de São Paulo...
Calça larga, na altura do quadril, quase um galligaskin* estilizado...Peça ótima,  para o homem estar na moda...no século XVI.
Um ótimo espetáculo...Verdadeiro desfile de figurino de teatro!



*Calção bem fofo, preso sob os joelhos com botões ou cordões, surgido no ano de 1570

SPFW INVERNO 2011: A MULHER ATEMPORAL DE GLÓRIA COELHO

Uma mulher sem tempo, nem espaço...Atemporal...De elegância velada...Conhecedora de seu poder de sedução, tal qual uma guerreira, em sua armadura fashion...
De aparência frágil, mas de uma força extrema...Essa é a fêmea, desenhada  por Glória Coelho...
Desfile primoroso, de um bom gosto estupendo...Peças construídas artesanalmente...Detalhes estudados...
A estilista conseguiu extrair do japonismo, o que de melhor há. Embora com traços limpos, as peças conseguiram extrapolar o comum, como se de fato fosse travada uma luta das personagens orientais, na passarela.
As cores, embora sóbrias, foram quebradas por leves pinceladas, aqui e acolá, de um tom mais vivo...
Harmonia do começo ao fim...Amei!


SPFW INVERNO 2011: A MODERAÇÃO DE LINO VILLAVENTURA

Menos teatral, como de costume, Lino Villaventura apresentou uma coleção bonita...
O volume proporcionado pelo corte enviesado, foi uma das tônicas nas peças...
Quanto ao tema...Não me lembrou, em nada, o homenageado...Me pareceu mais uma leitura de si mesmo...E o fez, com grande maestria...
Desfile surpreendente!...

SPFW INVERNO 2011: OS VESTIDOS DE JEFFERSON KULIG

Jefferson Kulig foi feliz  na escolha dos chemisiers e vestidos sequinhos, como carros-chefe de sua coleção tecnológica...Peças limpas, para sobressaírem os detalhes...
Não fosse pelos calçados e a modelagem fraquinha, o resultado poderia ter sido melhor!


SPFW INVERNO 2011: A PIADA SEM GRAÇA DE FAUSE HATEN

É atribuída uma citação a  Aulo Pércio, de que "Do nada, nada vem: e ao nada, nada pode reverter"...
Pois bem, foi exatamente, isso que aconteceu na coleção de FH por FAUSE HATEN...
Numa alusão ao "nada", consonante à figura da atriz francesa Catherine Deneuve, em "A Bela da Tarde", a coleção lembrava tudo, menos o tema proposto...
Seria belíssimo o desfile, se não fossem os detalhes em peles...Uma profusão delas, em quase todas as peças, em toda parte...recorte em pele, acessórios em pele...pele aqui, pele acolá...Um terror!
As formas, em sua maioria, na linha A, em tons escuros - azuis e pretos - evocava um ambiente fúnebre à leveza do tema proposto...
Se o propósito foi o de homenagear o vácuo reverberando o "nada" existente nele...conseguiu!
Mas, a pergunta, que não quer calar: "Em que parte da exibição encontramos o signo, que nos remete à elegância da musa inspiradora de Yves Saint Laurent?"...Se foram as perucas loiras, me desculpem...Isso não é homenagem...é gozação!
Madame Deneuve, não merecia isso!...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SPFW INVERNO 2011: A SALADA DE ANA SALAZAR

A modelagem da roupa da portuguesa Ana Salazar é bem construída, porém...
Porém, o "samba do crioulo doido" é pouco, para definir a coleção...Tinha tudo, para todos os gostos...
Querendo atirar em toda direção, a estilista não acertou em nenhuma...
Qual era mesmo o ponto de partida da coleção?...
Misturas e referências tão harmônicas, quanto a combinação do óleo com a água...Num dado momento as modelos aparecem com um tipo de capuz, cuja referência remetia aos cruzados, noutro algumas casacos transpassados, que evocavam uniforme militar e quimonos e mais: pelerines, calça com ferragem, vestidos fluídos....
Ufa, cansei...Não dá mais!


SPFW INVERNO 2011: A DISSONÂNCIA DO ESTILISTA

Nada de novo no mundo Do Estilista...
No início houve alguns "tropeços", meio sem nexo, nas formas assimétricas e nos volumes...
No entanto, a partir da metade, para o fim do desfile, parece que ele se encontrou, pôs os pés no chão e mostrou algumas peças, até "bonitinhas"...
Já vi coisa melhor do Marcelo Sommer...!
Mesmo com essas dissonâncias...Valeu pelas modelos veteranas...